Ontem assisti pela segunda vez ao filme As Paixões de Júlia.
A personagem principal, Júlia, ficou brilhantemente entregue a Annette Bening. Fantástica, viciante neste papel.
Ao contrário, a interpretação de Tom desiludiu-me um pouco, pela leitura da obra, concebia-o de outra forma.
Li o livro "Being Julia" escrito por um dos meus autores preferidos Somerset Maugham.
Este escritor, juntamente com Virginia Woolf, conta com uma extensa bibliografia praticamente toda ela absorvida por mim.
Eu sou assim, absorvo tudo o que gosto...
Aconselho vivamente ambos, o filme e o livro.
Monday, July 23, 2007
Afectuosa Indulgência
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Monday, July 02, 2007
I´m addicted to...
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Thursday, June 14, 2007
Interactividade
Hoje, ao final de um dia cansativo, deu-me para a interactividade.
Vou colocar aqui um excerto de um livro que estou a ler e a adorar, vejamos quem adivinha qual é o dito livro:
"Pensei: o gajo nunca mais chega. E depois pensei: não posso chamar-lhe "gajo", é um grande poeta, talvez o maior poeta do século vinte, morreu há muitos anos, tenho de o tratar com respeito, ou melhor, com respeitinho."
Vá lá, este excerto é facílimo ;)
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Monday, May 07, 2007
Cinema
Breve Explicação:
Um certo dia, Eça de Queirós e Ramalho Ortigão decidiram assustar Lisboa, com a história mirabolante de um assassinato ocorrido na estrada de Sintra.
Tendo como única inspiração a força da imaginação, começaram a escrever. Combinavam, vagamente, na véspera o desenrolar da história e enviavam o original, em forma de carta anónima, para o director do "Diário de Notícias", que a publicava diariamente.
E, de facto, o "mistério" foi lido avidamente e conseguiu preocupar os lisboetas. Houve até leitores que acreditaram nos factos narrados, e mesmo quem tivesse medo de viajar para Sintra, chegando a fazerem-se investigações policiais no local.
Tudo se resolveu quando, ao fim de dois meses, os autores se identificaram e explicaram que, afinal, tudo não passava de um belo romance.
Foi publicado, sobre a forma de cartas anónimas, no Diário de Notícias, entre 24 de Julho e 27 de Setembro de 1870.
Em 1884 é editado em livro.
Sendo eu uma grande apreciadora do Realismo Queirosiano, mordaz e sempre actual, não pude faltar à grande chamada do cinema português.
Finalmente "O Mistério da Estrada de Sintra" em filme, uma das minhas obras preferidas de Eça, da qual já fiz com que muita gente se tornasse fã! Eu e o meu poder de persuasão... nunca niguém me diga que não gosta de ler, pois eu ponho até o maior analfabeto com um livro na mão! Oh Yeah
Posso dizer que me deliciei com os diálogos entre Ramalho Ortigão e Eça de Queirós, sempre a "cascar" nos Românticos. O enredo é envolvente, cativante e apaixonante. Mas o que gostei mesmo foi de assistir a toda a controvérsia em da volta da publicação dos folhetins. Foi mesmo um prazer ver Eça e Ramalho e restantes Realistas retratados num filme.
O final é fantástico, antevendo já o nascimento de "As Farpas".
O parelelismo entre as duas histórias ficou extremamente bem conseguido.
O filme é maravilhoso, com uma produção fantástica, pouco habitual infelizmente no cinema português.
Saí do cinema completamente rendida à época.. e aos cavalheiros da altura; posso dizer que sempre tive uma paixoneta pelos homens de letras e estou completamente rendida a Eça de Queirós! Tanto é verdade que mal saí para as ruas ele foi graffitis a torto e a direito pelas paredes do Porto dizendo "Blondie Loves Eça".
Está na altura de recomeçar a minha leitura d´"As Farpas" que há muito anda descuidada.
Todos os amantes da BOA literatura portuguesa corram já para as salas de cinema!! Aconselho a que contextualizem previamente os dois autores para melhor perceberem alguns dos diálogos fantásticos do filme, de forma a não perder pitada.
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Saturday, April 21, 2007
Será bom ter esperança?
Esperança:
isto de sonhar bom para diante
eu fi-lo perfeitamente,
Para diante de tudo foi bom
bom de verdade
bem feito de sonho
podia segui-lo como realidade
Esperança:
isto de sonhar bom para diante
eu sei-o de cor.
Até reparo que tenho só esperança
nada mais do que esperança
pura esperança
esperança verdadeira
que engana
e promete
e só promete.
Esperança:
pobre mãe louca
que quer pôr o filho morto de pé?
Esperança
único que eu tenho
não me deixes sem nada
promete
engana
engano que seja
engana
não me deixes sozinho
esperança.
Almada Negreiros
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Wednesday, March 21, 2007
Dia Mundial da Poesia
A matéria das palavras
Estamos aqui. Interrogamos símbolos persistentes.
É a hora do infinito desacerto-acerto.
O vulto da nossa singularidade viaja por palavras
matéria insensível de um poder esquivo.
Confissões discordantes pavimentam a nossa hesitação.
Há uma embriaguês de luto em nossos actos-chaves.
Aspiramos à alta liberdade
um bem sempre suspenso que nos crucifica.
Cheios de ávidas esperanças sobrevoamos
e depois mergulhamos nessa outra esfera imaginária.
Com arriscada atenção aspiramos à ditosa notícia de uma
perfeição
especialista em fracassos.
Estrangeiros sempre
agudamente colhemos os frutos discordantes.
Ana Hatherly
O Pavão Negro
No dia em que se comemora o Dia Mundial da Poesia, coloco, aqui, um poema de uma autora que recentemente tive prazer "conhecer", mais precisamente através da sua poesia visual.
Ana Hatherly, nascida em 1926 no Porto, é poeta vanguardista, ensaísta, tradutora e professora. Sinto-me completamente rendida à sua escrita, foi amor ao primeiro verso.
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Blondie
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